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Plantio abre caminho de uma longa caminhada
O processo de despoluição do rio Ipanema, vai demorar
pelo menos uma década, custa muito dinheiro e não
existe projeto de saneamento para os municípios
ribeirinhos. Enquanto as lideranças políticas tentam
encontrar uma solução (ou o dinheiro suficiente para
colocá-la em prática, estudantes da ONG Arte Cultura e
Meio Ambiente cumprem uma tarefa também demorada e
lenta, mas com a certeza de resultados futuros e
duradouros.
Embalados pelo módulo de educação ambiental da eles
plantam mudas de árvores nativas no leito do rio e
passam, de casa em casa, conscientizando os moradores
sobre o destino dos resíduos domésticos.

O plantio das árvores é uma das ações do projeto,
evita o o aumento do assoreamento e amplia a
diversidade de fauna e flora nas margens do rio e
ainda impede que novas construções sejam levantadas
próximas ao leito. Muitas residências e empresas
despejam seus resíduos no rio Ipanema, poluição que
acaba no rio São Francisco, o rio mais importante e
responsável pela sobrevivência de boa parte das
espécies de animais aquáticos da região.
No projeto Água no Pote, os professores e alunos da
ONG ACEMA também estão providenciando um diagnóstico
sócio ambiental, com a caracterização dos problemas de
cada um doa afluentes.

Além disso, participam de reuniões comunitárias e
formam multiplicadores nos próprios bairros. São as
comissões comunitárias de meio ambiente e proteção dos
rios (Comapris). E em áreas mais críticas, são
realizadas ações de limpeza e recuperação da mata
ciliar.
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