
Introdução
Essencial à Vida
Quantidade e Composição
O ciclo da Água
Qualidade da Água
Enchentes
A Água no Planeta
A Água no Brasil
A Água e seu consumo |
A água, tal como o Sol, é essencial para a vida na Terra.
As plantas verdes captam a energia radiante solar e utilizam-na no processo
da fotossíntese que transforma, por meio de reações químicas, a água, o
dióxido de carbono e sais minerais em compostos orgânicos, que são
indispensáveis aos seres vivos como fonte de energia e para constituição e
renovação das células.
A fotossíntese liberta ainda oxigênio livre para a atmosfera que permite a
respiração aeróbia. Assim, só depois do aparecimento na Terra da
fotossíntese se puderam desenvolver os animais. Estes não têm, como as
plantas verdes, capacidade para fabricar compostos orgânicos a partir de um
ambiente inorgânico e, por isso, nutre-se de plantas e outros animais,
formando-se cadeias alimentares.
Os conhecimentos de biologia permitem afirmar, com pequena margem de
incerteza, que a Vida apareceu primitivamente na água, sob formas muito
rudimentares. As espécies foram-se aperfeiçoando sucessivamente e algumas
delas evoluíram para se adaptar à vida terrestre e aérea.
Nem toda a água absorvida pelas plantas é utilizada na fotossíntese. Uma
parte é emitida para a atmosfera, sob a forma de vapor, por transpiração,
através de pequenos orifícios das folhas, os estomas.
A transpiração das plantas e a evaporação direta da água da superfície do
Globo constituem um dos mais importantes fluxos da água e é um elemento
regularizador dos climas.
A água é a substância que existe em maior quantidade nos seres vivos.
Representa cerca de setenta por cento do peso do corpo humano. Além de
entrar na constituição dos tecidos, a água é o dissolvente que transporta as
substâncias não aproveitadas pelo organismo. A falta de água provoca a
debilidade ou até a morte dos seres vivos.
O homem necessita ingerir líquido numa quantidade diária de dois a quatro
litros. Pode sobreviver 50 dias sem comer, mas perece após 4 dias sem água,
em média.
Essencial à Vida
As mais bonitas imagens da Terra, aquelas que são agradáveis aos olhos, à
imaginação, as que são um convite ao relaxamento, sempre têm a água em sua
composição: as ondas do mar, as cachoeiras, um riacho cristalino, a neve
sobre as montanhas, os lagos espelhados, a chuva caindo sobre as plantas, o
orvalho...
A ciência tem demonstrado que a vida se originou na água e que ela constitui
a matéria predominante nos organismos vivos. É impossível imaginar um tipo
de vida em sociedade que dispense o uso da água: água para beber e cozinhar;
para a higiene pessoal e do lugar onde vivemos; para uso industrial; para
irrigação das plantações; para geração de energia; e para navegação.
A água é um elemento essencial à vida. Mas, a água potável não estará
disponível infinitamente. Ela é um recurso limitado. Parece inacreditável,
já que existe tanta água no planeta!
Quantidade e Composição
A água ocupa 70% da superfície da Terra. A maior parte, 97%, é salgada.
Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando
disponível para uso. O restante está em geleiras, icebergs e em subsolos
muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido é uma
pequena fração.
Há muita coisa, a saber, a respeito da água. Ela está presente nos menores
movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos
basicamente de água.
Esse líquido precioso está nas células, nos vasos sangüíneos e nos tecidos
de sustentação. Nossas funções orgânicas necessitam da água para o seu bom
funcionamento. Em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água em
seu corpo. Diariamente, ele deve repor cerca de 2 litros e meio. Todo o
nosso corpo depende da água, por isso, é preciso haver equilíbrio entre a
água que perdemos e a água que repomos.
Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sódio que se
encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro coordena a
produção de hormônios que provocam a sede. Se não beber água, o ser humano
entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois
dias.
A água é composta por dois elementos químicos: Hidrogênio e Oxigênio,
representados pela fórmula H2O. Como substância, a água pura é incolor, não
tem sabor nem cheiro.
Quimicamente, nada se compara à água. É um composto de grande estabilidade,
um solvente universal e uma fonte poderosa de energia química. A água é
capaz de absorver e liberar mais calor que todas as demais substâncias
comuns.
Quando congelada, ao invés de se retrair, como acontece com a maioria das
substâncias, a água se expande e, assim, flutua sobre a parte líquida, por
ter se tornado "mais leve". De acordo com leis da física, isso não deveria
acontecer. Por causa dessa propriedade incomum da água é que os rios, lagos
e oceanos, ao congelarem, formam uma camada de gelo na superfície enquanto o
fundo permanece líquido. No que diz respeito a uma série de propriedades
físicas e químicas, a água é uma verdadeira exceção à regra.
A Terra está a uma distância do sol que permite a existência dos três
estados da água: sólido, líquido e gasoso.
O
ciclo da Água
A água desenvolve um ciclo. O chamado ciclo da água é o caminho que ela
percorre. A chuva, basicamente, é o resultado da água que evapora dos lagos,
rios e oceanos, formando as nuvens. Quando as nuvens estão carregadas,
soltam a água na terra. Ela penetra o solo e vai alimentar as nascentes dos
rios e os reservatórios subterrâneos. Se cair nos oceanos, mistura-se às
águas salgadas e volta a evaporar, chove e cai na terra.
A quantidade de água existente no planeta não aumenta nem diminui. A
abundância de água é relativa. É preciso levar em conta os volumes estimados
de água acumulados e o tempo médio que ela permanece nos ambientes
terrestres. Por exemplo: nos rios o volume estimado de água é de 1700
quilômetros cúbicos e o tempo de permanência no leito é de duas semanas. As
geleiras e a neve têm 30 milhões de quilômetros cúbicos e a água deve ficar
congelada por milhares de anos. A água atmosférica tem o volume de 113 mil
quilômetros cúbicos e permanece por 8 a 10 dias no ar.
Acredita-se que a quantidade atual de água seja praticamente a mesma de há 3
bilhões de anos. Isto porque o ciclo da água se sucede infinitamente. Não
seria engraçado se o alimento que comemos ontem tivesse sido preparado com
as águas que, tempos atrás, foram utilizadas pelos romanos em seus famosos
banhos coletivos?
Qualidade da Água
A água pode ser saudável ou nociva. Na natureza não existe água pura, devido
à sua capacidade de dissolver quase todos os elementos e compostos químicos.
A água que encontramos nos rios ou em poços profundos contém várias
substâncias dissolvidas, como o zinco, o magnésio, o cálcio e elementos
radioativos.
Dependendo do grau de concentração desses elementos, a água pode ou não ser
nociva.
Para ser saudável, a água não pode conter substâncias tóxicas, vírus,
bactérias, parasitos.
Quando não tratada, a água é um importante veículo de transmissão de
doenças, principalmente as do aparelho intestinal, como a cólera, a amebíase
e a disenteria bacilar, além da esquistossomose.
Essas são as mais comuns. Mas existem outras, como a febre tifóide, as
cáries dentárias, a hepatite infecciosa.
O consumo de uma água saudável é fundamental à manutenção de um bom estado
de saúde. Existem estimativas da Organização Mundial de Saúde de que cerca
de 5 milhões de crianças morrem todos os anos por diarréia, e estas crianças
habitam de modo geral os países do Terceiro Mundo. Existem alguns cuidados
que são fundamentais. O acesso à água tratada nem sempre existe na nossa
população - principalmente na população de periferia. Deve-se tomar muito
cuidado porque a contaminação dessa água nem sempre é visível. A água de
poço e a água de bica devem ser usadas com um cuidado muito especial, porque
muitas vezes estão contaminadas por microrganismos que não são visíveis a
olho nu. Mesmo com a água tratada deve-se ter alguma cautela, porque muitas
vezes há contaminação na sua utilização: recipientes que são utilizados com
falta de higiene, mãos que não são suficientemente bem lavadas... Todos
esses fatores podem estar interferindo num caso de diarréia. Muitas outras
doenças importantes também podem ser causadas pela água contaminada.
A água também se encontra ameaçada pela poluição, pela contaminação e pelas
alterações climáticas que o ser humano vem provocando. Além do perigo que
representa para a saúde e bem-estar do homem, a degradação ambiental é
apontada pela Organização Mundial de Saúde como uma importante ameaça ao
desenvolvimento econômico. Em geral, uma pessoa só toma consciência da
importância da água quando ela lhe falta...
Enchentes
Enchente não é, necessariamente, sinônimo de catástrofe. É apenas um
fenômeno natural dos regimes dos rios. Não existe rio sem enchente. Por
outro lado, todo e qualquer rio tem sua área natural de inundação. As
inundações passam a ser um problema para o homem quando ele deixa de
respeitar esses limites naturais dos rios. Por exemplo, quando remove as
várzeas e quando se instala junto às margens. Ou então quando altera o
ambiente de modo a modificar a magnitude e o regime das enchentes, quando
desmata, remove a vegetação e impermeabiliza o solo.
As alterações que o homem provoca na bacia hidrográfica, alterando suas
características físicas, também aumentam o prejuízo dessas enchentes. Como o
homem altera as características da bacia?
De diversas formas. A primeira, ou a mais importante, é quando ele suprime a
cobertura vegetal e introduz obras com características de impermeabilização
do solo, como construção de casas, telhados, pavimentação de ruas, quintais
etc.
Perdemos a capacidade de retenção da água através da vegetação e perdemos
também a capacidade de infiltração dessa água no solo. Por conseguinte, os
volumes de água que chegarão nos rios serão sempre maiores. E, portanto, os
prejuízos das inundações também serão maiores.
A pergunta que fica é: como podemos enfrentar o problema dos prejuízos
decorrentes das inundações?
Existem basicamente três formas:
a
primeira é não ocupar as áreas de inundação;
a segunda é não alterar - ou alterar o menos possível - as características
físicas da bacia hidrográfica.
E, por último, através da implantação de obras de contenção de cheias, como
a construção de barragens, reservatórios, construção de diques para proteção
de áreas de riscos altos de inundação, enfim, outras obras de engenharia, do
tipo desassoreamento de rios e ampliação de seus leitos.
Todas essas obras têm uma característica comum: são extremamente caras e
onerosas para a sociedade. Conquanto tenha um certo grau de eficiência, nós
podemos dizer que elas não são absolutamente eficazes porque, mesmo contando
com essas obras, sempre haverá um evento de chuva, um evento de cheia que
provocará uma inundação maior do que aquelas para as quais essas obras foram
projetadas.
A Água no Planeta
A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do
Banco Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que "as guerras do
próximo século serão por causa de água, não por causa do petróleo ou
política".
Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já
enfrentam escassez crônica de água.
Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse
período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente
Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que
se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua
maioria concentradas nas grandes cidades. Daí será necessário produzir mais
comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água.
Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das
águas torna-se internacional.
Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi
justamente a ameaça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão,
cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus
afluentes fornecem 60 por cento da água necessária à Jordânia. A Síria
também depende desse rio.
A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento
populacional e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de
água. Das 500 cidades que existem no país, 300 sofrem com a escassez de
água. Mais de 80 milhões de chineses andam mais de um quilômetro e meio por
dia para conseguir água, e assim acontece com inúmeras nações.
Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a
escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais
eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o
aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar.
Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos
países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos
estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto
custo e o rebaixamento do lençol freático.
A Água no Brasil
O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água.
Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional.
A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do
mundo. O volume d'água do rio Amazonas é o maior do globo, sendo considerado
um rio essencial para o planeta. Essa é, também, uma das regiões menos
habitadas do Brasil.
Em contrapartida, as maiores concentrações populacionais do país
encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o
Amazonas, o São Francisco e o Paraná. E há ainda o Nordeste, onde a falta
d'água por longos períodos tem contribuído para o abandono das terras e para
a migração aos centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando
ainda mais o problema da escassez de água nessas cidades.
Além disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda
de qualidade da água disponível para captação e tratamento.
Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira, o
Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo mercúrio, metal
utilizado no garimpo clandestino. E nas grandes cidades esse comprometimento
da qualidade é causado principalmente por despejos domésticos e
industriais.
Se a bacia é ocupada por florestas nas condições naturais, essa água vai ter
uma boa qualidade porque vai receber apenas folhas, alguns resíduos de
decomposição de vegetais, uma condição perfeitamente natural.
Mas, se essa bacia começar a ser utilizada para a construção de casas, para
implantação de indústrias, para plantações, então a água começará a receber
outras substâncias além daquelas naturais, como, por exemplo, o esgoto das
casas e os resíduos tóxicos das indústrias e das substâncias químicas
aplicadas nas plantações.
Isso vai contribuir para que a água vá piorando de qualidade. Por isso ela
deve ser protegida na fonte, na bacia. Essa água, depois, vai ser submetida
a um tratamento para ser usada pela população. Mas, mesmo a estação de
tratamento tem suas limitações. Ela retira com facilidade os produtos de uma
floresta, de uma condição natural.
Mas esgotos pioram muito, e a presença de substâncias tóxicas vai tornando
esse tratamento cada vez mais caro. Acima de um certo limite, o tratamento
nem mais é possível, porque existe uma limitação para a capacidade
depuradora de uma estação de tratamento. Então, a água se torna totalmente
imprestável.
Esses problemas atingem também os principais rios e represas das cidades
brasileiras, onde hoje vivem 75% da população:
Em
Porto Alegre, o rio Guaíba está comprometido pelo lançamento de resíduos
domésticos e industriais, além de sofrer as conseqüências do uso inadequado
de agrotóxicos e fertilizantes.
Brasília,
além de enfrentar a escassez de água, tem problemas com a poluição do lago
Paranoá.
A
ocupação urbana das áreas de mananciais do Alto Iguaçu compromete a
qualidade das águas para abastecimento de Curitiba.
O
rio Paraíba do Sul, além de abastecer a região metropolitana do Rio de
Janeiro, é manancial de outras importantes cidades de São Paulo e Minas
Gerais, onde são graves os problemas devido à mineração de areia, ao
garimpo, à erosão, aos desmatamentos e aos esgotos.
Belo
Horizonte já perdeu um manancial para abastecimento - a lagoa da Pampulha -
que precisou ser substituído pelos rios Serra Azul e Manso, mais distantes
do centro de consumo. Também no rio Doce, que atravessa os Estados de Minas
Gerais e Espírito Santo, a extração de ouro, o desmatamento e o mau uso do
solo agrícola provocam prejuízos enormes à qualidade de suas águas.
O
Estado de São Paulo sofre com a escassez de água e com problemas decorrentes
de poluição em diversas regiões: no Alto Tietê junto à região metropolitana;
no rio Turvo; no rio Sorocaba, entre outros.
Em seu processo de crescimento, a cidade foi invadindo os mananciais que
outrora eram isolados, estavam distantes da ocupação urbana. E também é
muito importante frisar que toda ação que ocorre numa bacia hidrográfica vai
afetar a qualidade da água desse manancial. Não é simplesmente a ação em
torno do espelho d'água que faz com que você degrade mais ou menos.
Muito pelo contrário: pode ocorrer o surgimento de uma área industrial
distante desse espelho d'água principal, mas com grande capacidade de
poluição e, portanto, com possibilidade de degradar totalmente esse
manancial.
Os corpos d'água são entes vivos. Eles conseguem se recuperar, mas possuem
um limite. Portanto, é muito importante que a população esteja consciente de
que é preciso disciplinar todo tipo de uso e ocupação do solo das bacias
hidrográficas, principalmente das bacias cujos cursos d'água formam os
mananciais que abastecem a população.
A Água e seu Consumo
A proteção dos mananciais que ainda estão conservados e a recuperação
daqueles que já estão prejudicados são modos de conservar a água que ainda
temos. Mas isso apenas não basta. É preciso fazer muito mais para
alcançarmos esse objetivo de modo que o uso se torne cada vez mais eficaz.
Mas, o que fazer? Qual o papel de cada cidadão? Cada um de nós deve usar a
água com mais economia.
Na agricultura, por exemplo, o desperdício de água é muito grande. Apenas
40% da água desviada é efetivamente utilizada na irrigação. Os outros 60 por
cento são desperdiçados, porque se aplica água em excesso, se aplica fora do
período de necessidade da planta, em horários de maior evaporação do dia,
pelo uso de técnicas de irrigação inadequadas ou, ainda, pela falta de
manutenção nesses sistemas de irrigação.
Na indústria é possível desenvolver formas mais econômicas de utilização da
água através da recirculação ou reuso, que significa usar a água mais do que
uma vez. Por exemplo, na refrigeração de equipamentos, na limpeza das
instalações etc. Essa água reciclada pode ser usada na produção primária de
metal, nos curtumes, nas indústrias têxteis, químicas e de papel.
Nos sistemas de abastecimento de água uma quantidade significativa da água
tratada - 15 % ou mais - é perdida devido a vazamentos nas canalizações,
assim como dentro de nossas casas.
É fácil observar como a população colabora na conservação da água em cidades
que têm problemas de abastecimento ou onde existe pouca água. Ou, ainda,
onde a água é muito cara.
Nessas cidades, as pessoas costumam usar a mesma água para diferentes
finalidades. Por exemplo, a água usada para lavar roupa é depois usada para
lavar quintal.
As pessoas ainda mudam seus hábitos para usar a água na hora em que ela está
disponível; evitam vazamentos; só regam jardins e plantas na parte da manhã
ou no final da tarde; lavam seus carros apenas eventualmente; não lavam
calçadas, apenas varrem; não instalam válvulas de descarga nos vasos
sanitários e sim caixas de descarga, que são mais econômicas e produzem o
mesmo resultado e conforto.
O crescente agravamento da falta de água tem levado as pessoas a estabelecer
uma nova forma de pensar e agir, inclusive mudando seus hábitos, usos e
costumes. Essa forma de pensar e agir visa o crescimento econômico
respeitando a capacidade dos recursos do meio ambiente, sobretudo a água.
A conscientização e a educação do povo, do consumidor, são fundamentais.
Racionalizar o uso da água não significa ficar sem ela periodicamente.
Significa usá-la sem desperdício, considerá-la uma prioridade social e
ambiental, para que a água tratada, saudável, nunca falte em nossas
torneiras.
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fonte: www.ecolnews.com.br |
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