O voluntario ambiental da ONG Arte Cultura e Meio ambiente Climério Mendonça Melo, vem cooperando nas aulas de Educação Ambiental e na fiscalização na venda de aves nas feiras livre de Santana do Ipanema e maus tratos de animais na região. Climério destacou que “ mais de um terço das áreas brasileiras apontadas em estudo como prioritárias para a conservação de espécies de aves ameaçadas está no Nordeste. Dos 163 locais no País, 63 estão no Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
A Bahia tem 31 Áreas Importantes para a Conservação das Aves (IBAs, na sigla em inglês), a maior quantidade de todo o País. Mas é Alagoas o Estado que concentra o maior número de aves ameaçadas em relação à área. A região alagoana de Murici, com apenas sete mil hectares, abriga 14 espécies em risco. Alterações provocadas pelo ser humano nos ecossistemas podem desencadear grande desequilíbrio biológico. As aves de rapina são rápidas, vorazes e podem parecer impiedosas ao raptar as presas antes de saborear a refeição. Mesmo ostentando tanta resistência, as aves de rapina podem vir a desaparecer da área de Pernambuco e redondezas. Seu predador, de forma indireta na maioria das vezes, é o ser vivo mais devastador da atualidade: o homem. As alterações provocadas pelo ser humano nos ecossistemas dessas aves são responsáveis por afastá-las do habitat natural, causando a longo ou curto prazo a extinção de muitas espécies. A perda, mais do que um simples sumiço, pode desencadear um grande desequilíbrio biológico, afetando até a saúde humana. As aves de rapina contribuem com o equilíbrio ecológico, mantendo estáveis populações de roedores, répteis e outras aves. Recentemente denuncie a venda das ultimas espécies de Tatu, Preá do município sendo vendidos na porta do mercado de carne publico da cidade.Venho denunciando as autoridades punição pelos maus tratos aos animais(cavalo, besta e jegue, constantemente observado na região. É fundamental para o equilíbrio da população de ratos a coruja-de-igreja ou coruja-rasga-mortalha (Tyto alba). Destacou Climério
Mendonça que é membro da Sociedade Brasileira de Proteção a Ecologia e ao Meio ambiente.
Quinze espécies de animais correm risco iminente de desaparecer do Nordeste, de acordo com estudo internacional. São dez aves, três anfíbios e dois primatas que, se as áreas onde vivem não forem protegidas, estarão extintos nos próximos anos.
Entre as aves estão a ararinha-azul e o mutum-do-nordeste, ambas já extintas na natureza, mas com populações em cativeiro que podem ser reintroduzidas nas áreas originais de distribuição das duas espécies, caso venham a ser protegidas. A ararinha-azul é nativa da caatinga e era restrita ao município de Curaçá, na Bahia. O mutum, originalmente encontrado entre Alagoas e Pernambuco, teve sua última população registrada em Murici (AL).
A pesquisa, realizada por cientistas da Austrália, EUA e Inglaterra, indica a existência de 794 espécies nessa situação em todo o mundo, mamíferos, aves, anfíbios, répteis e coníferas (pinheiros). Elas ocupam 595 locais. O número de espécies criticamente ameaçadas de extinção é três vezes maior que o de animais que desapareceram do planeta desde 1500, diz o artigo, publicado este mês na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
“O que está em risco é o futuro da diversidade genética dos ecossistemas terrestres, bem como a economia do ecoturismo global que movimenta bilhões de dólares por ano e o incalculável benefício da água limpa advinda de centenas de bacias hidrográficas de crítica importância”, acrescenta explica Climério Mendonça. “Temos obrigação moral de agir e o tempo urge.”
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