A técnica de nucleação é conhecida em inglês como "clouds seeding", ou "semear nuvens". Ela pode tanto aumentar a quantidade de chuva como antecipar a precipitação, impedindo que uma nuvem carregada venha a chover fora das áreas de interesse, levada pela ação do vento.
Canhões instalados no solo ou aviões fazem os disparos de sais que tenham propriedades hidratantes, ou seja, se liguem fortemente às moléculas de água.
São usados geralmente o cloreto de sódio (dissolvido em água ou queimado) e o iodeto de prata. Eles devem atingir nuvens quentes -que não tenham ainda alcançado a temperatura de congelamento da água.
Os sais promovem, então, uma aglutinação das gotículas presentes nas nuvens, formando gotas de diferentes tamanhos e, com isso, aumentando sua velocidade de colisão, o que provoca a chuva ou pode intensificá-la.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) chegou a recorrer ao bombardeio de nuvens para aumentar os índices de chuva em 2001.
O processo de bombardeio (ou nucleação de nuvens) foi realizado no Paraná e em países como os EUA, África do Sul e Japão. Ele também já foi empregado em diversos Estados nordestinos pela Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), que o abandonou por considerá-lo ineficiente.
Os bombardeios em São Paulo aconteceram em 75 dias e custaram R$ 165 mil à Sabesp pelo contrato, o que representou 5% dos R$ 4 milhões gastos pela empresa na campanha publicitária contra o desperdício.
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