
A ONG Arte Cultura e Meio Ambiete luta pela restauração das matas ciliares do Rio Ipanema destruídas ao longo de processos que levaram a deterioração do rio e sucateamento de suas margens. Desenvolver o potencial turístico e de lazer para as comunidades ribeirinhas. Considerar as inter-relações do entorno onde está inserido, apresentando propostas e ações necessárias à sua conservação, de caráter urbanístico e ambiental.
Ações desenvolvidas pela ONG ACEMA em defesa do Rio Ipanema.
• Implementação de um movimento permanente para planejamento, manutenção e controle visando a requalificação e dinamização do Rio Ipanema,o maior representante do patrimônio ambiental da cidade;
• Mobilizar a comunidade, técnicos e empresários em torno de um projeto comum, com o compromisso destes atores potencializando as vocações e identidades;
• Ter um enfoque multidisciplinar de abrangência urbanística, econômica, e publicitária, com a inter-relação dos vários agentes envolvidos;
• Reintroduzir a paisagem de arborização do imaginário da população.
O Polígono das Secas apresenta um regime pluviométrico marcado por extrema irregularidade de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cenário, a escassez de água constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioeconômico e, até mesmo, à subsistência da população. A ocorrência cíclica das secas e seus efeitos catastróficos são por demais conhecidos e remontam aos primórdios da história do Brasil.
Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regiões, através de uma gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
Nas últimas décadas o processo de urbanização das cidades brasileiras ocorreu de forma desordenada, acarretando imensos problemas de qualidade de vida em todo país. Todo esse processo de desenvolvimento sem considerar os impactos das ações em prol do crescimento e desenvolvimento causou destruição. A cidade de Santana do Ipanema não ficou a parte neste cenário caótico. Está em um processo que pode levar a sua insustentabilidade global, principalmente pelo inadequado manejo de seus resíduos e a falta de controle da perda de sua qualidade ambiental e riqueza do patrimônio natural e construído.
O rio Ipanema, ao longo de décadas vem sendo tratado com descaso, ocasionando a deterioração e sucateamento de suas margens e desaparecimento de suas águas. É preciso imaginar um cenário otimizado a curto ou médio prazo, sem utopias ou eufemismos. É importante o uso dos recursos naturais com o objetivo de melhorar a proteção do meio ambiente, conscientizando-se de problemas como lixo e esgoto, elementos ativos da poluição de rios e mananciais e promover o resgate das suas matas ciliares.
É sabido que a maior vantagem comparativa da cidade é seu patrimônio urbano e arquitetônico, sua diversidade ambiental e as possibilidades paisagísticas. Deve ser considerado como parte importante do seu capital natural e construído da mais alta qualidade e permanentemente valorizado, adotando estratégias de manutenção para evitar que entre em processo de obsolescência.
A cura dos males urbanos e humanos depende de muitos fatores, entre os quais uma genuína vontade política e meios financeiros, passando, necessariamente pelo envolvimento da comunidade. As comunidades locais enfrentam sua fragilidade institucional e técnica no contexto das relações sociais mais amplas. No entanto, é preciso recuperar a idéia de cidade como projeto coletivo, garantindo a legitimidade e governabilidade.
Com este evento buscamos um empenho de caráter coletivo, norteando as transformações necessárias para modificar o quadro atual do Rio Ipanema. Este é um movimento para uma área específica da cidade, mas ao mesmo tempo, procura levar em consideração as políticas e os planos existentes para a cidade como um todo, numa tentativa de consolidação de um desenvolvimento homogêneo e integrado do município.
SANTANA DO IPANEMA
Foi primitivamente chamada Santana da Ribeira do Ipanema, por estar situado à margem do rio Panema ou Ipanema. Ipanema é palavra indígena: ypanema - água ruim, imprestável. Passou a chamarse, depois, Santana do Ipanema. A atual cidade de Santana do Ipanema, nos últimos anos do século XVIII, era um pequeno arraial habitado por índios e mestiço. Por essa época chegou à região o padre Francisco José Correia de Albuquerque, missionário natural de Serinhaém, em Pernambuco. Muito moço, não contava com mais de 22 anos, e em pouco tempo conseguiu, com o exemplo de suas virtudes e auxílio de sua palavra eloqüente, não só implantar naquela gente rude os preceitos da religião cristã e princípios de civilização, mas também, construir uma igreja com um recolhimento para beatas, que ali habitavam. Com a chegada, vindos de Penedo, dos irmãos Martins e Pedro Vieira Rego, descendentes de portugueses e tendo conhecimento de que na Ribeira do Panema, primeiro nome da localidade, existiam extensões de terras devolutas e estando interessados na agricultura e na pecuária, resolveu Martins ir ao Rio de Janeiro pleitear uma sesmaria. Conseguindo seu intento, foi-lhe doada uma extensão de doze léguas, aproximadamente, de nascente a poente, ou seja, da serra do Caracol à ribeira do Riacho Grande e outras tantas léguas de norte a sul, da ribeira dos Dois Riachos à ribeira dos Cabaços. Os irmãos e suas famílias fixaram-se à margem esquerda da ribeira do Panema, num local cercado de colinas, próximo às serras da Camonga, do Poço, Caiçara e Gugy. Como eram trabalhadores, prosperaram. Novas fazendas foram sendo organizadas e entregues aos filhos e filhas de Martins. A freguesia foi criada em 24 de fevereiro de 1836, pela Lei nº 9, sob a invocação de Sant Ana. Através da Resolução de nº 681, de 24 de abril de 1875, tornou-se vila e pelo artigo 6º da mesma Lei foi desmembrado do território de Traipú. A Lei nº 893, de 31 de maio de 1921, elevou-a a categoria de cidade.
DADOS SOBRE O RIO IPANEMA
O município de Santana do Ipanema está inserido na bacia hidrográfica do Rio Ipanema, que o atravessa em sua porção central, no sentido NW-SE, banhando a sua sede. Seu Principal afluente é o Riacho João Gomes. O padrão de drenagem é do tipo dendrítico, Tem sua nascente em Pernambuco e sua foz na Barra do Ipanema formada pelo rio São Francisco na altura de Traipu,atravessa Poço das Trincheiras, Olivença e Batalha.
Durante decadas foi utilizado para fornecer agua às cidades, alimentar animais , irrigar pequenas plantações e proporcionar lazer a população ribeirinha.
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