O ponto de Mídia Livre da ONG Arte cultura e Meio Ambiente- ACEMA, participa da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, se apresentando em eventos culturais com o grupo de dança de carimbó feminino, no processo de valorização e reconhecimento do Carimbó como identidade e diversidade caboca e amazônica no contexto da globalização e da massificação cada vez mais intensa da cultura no planeta. “Nossa intenção é divulgar nas escolas e na sociedade a Campanha em nível nacional e internacional”, disse Fernando Valões, presidente do Ponto de mídia Livre da ONG ACEMA. O Carimbó é considerado um gênero musical de origem negra, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se e recebeu outras influências. Seu nome, em tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o carimbó. Surgida em torno de Belém na zona do Salgado (Marapanim, Curuça, Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk. Nos proxims dias o grupo será ampliado com a formação instrumental composta por dois tambores (curimbós), flauta, maracás,viola, clarinete e saxofone. Sendo a música preferida pelos pescadores marajoaras, embora não conhecida como carimbó até então, o ritmo atravessou a baía de Guajará com esses pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em alguma região próxima às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Aranquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazônia", no mês de novembro. Atualmente o grupo dea Carimbó do Ponto de Mídia Livre da ONG ACEMA, formado por garotas com idade de 10 a 16 anos, dançam descalças e com saias coloridas que vai até o pé, Blusas coloridas, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com rosas ou jasmim. Os homens estao ensaiando e usarao nas danças calças de mescla azul clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço. Este é o unico grupo de dança de Carimbó de Alagoas, dua música, dança e poesia vem dos povos da região litorânea do Pará há mais de dois séculos, tendo se tornado um dos principais componentes da identidade cultural daquela região. Sua ancestralidade indígena e africana, combinada com a influência dos colonizadores ibéricos, é sinal vigoroso da diversidade cultural formadora das populações amazônicas e mostra inegável da sua capacidade de resistência ao longo da história. Como a ONG Arte Cultura e Meio Ambiente, tem o propósito de aliar a conservação ambiental com a preservação do modo de vida tradicional dos índios e negros brasileiros, se torna uma aliado na Campanha "Carimbo Patrimônio Cultural Brasileiro". A Campanha faz parte do processo iniciado pela Irmandade de Carimbo de São Benedito junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – para registrar o Carimbó Paraense como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.