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Uma enorme lagoa foi formada as margens do Rio Ipanema do esgoto sanitário que vaza 24 horas por dia.
O problema é antigo desde que foi construída há mais de 15 anos, a fossa séptica localizada a margem esquerda do Rio Ipanema, no bairro da Camoxinga prejudica o meio ambiente e os moradores.
Os dejetos, água e fezes percorrem uma distancia de 500 metros, passando por varias ruas até chegar ao Rio Ipanema. A ONG ACEMA, vem cobrando desde 2003 da Prefeitura Municipal uma solução para o problema, a resposta dos gestores tem sido a mesma “quando for inaugurado o novo hospital e a cidade tiver o saneamento sanitário funcionando esse problema será eliminado”, atualmente a fossa está assustando e tirando o sossego de ambientalistas, moradores e defensores da natureza.
O liquido viscoso, de cheiro forte que exala mal incomoda a adultos e crianças que passam no local.
Crianças e adolescentes que brincam e jogam futebol em um campinho improvisado na margem do Rio Ipanema, distante 10 metros do problema não sabem do perigo do esgoto a céu aberto.
A preocupação da ONG ACEMA-Arte Cultura e Meio Ambiente é que os dejetos que correm a céu aberto possam transmitir doenças nas pessoas e nos animais, porcos, cavalos e bois são vistos na localidade, uma vez que a urina, fezes e água suja da lavanderia saem de dentro do hospital, hoje é administrado pelo município e não tem diretor há 90 dias.
O grande problema é que os dejetos da fossa do hospital deságua no Rio São Francisco e os moradores, banhistas de Belo Monte, Batalha, São Braz e Traipú recebem em casa água poluída do Rio Ipanema, que alem do Hospital 70% das residências, empresas e prédios públicos depositam os dejetos de suas fossas também no Ipanema.
A principal forma de prevenção das doenças de veiculação hídrica é preservar o leito do Rio Ipanema limpo. É preciso que os esgotos sejam tratados e que não se jogue lixo nas suas águas e regiões ribeirinhas.
A prefeita Renilde Bulhões que é médica sabe que a água contaminada do Rio Ipanema por material fecal pode transportar vírus, bactérias, vermes e outros parasitas para a população. Dessa forma, transmite doenças como amebíase, giardíase, gastroenterite, febre tifóide, cólera e verminoses como esquistossomose (xistosa), ascaridíase (lombrigas), teníase (solitária), oxiurose e ancilostomíase (amarelão).
Na bacia do Rio Ipanema as doenças mais freqüentes são: giardíase, amebíase e esquistossomose.
As doenças de veiculação hídrica normalmente atacam o sistema digestivo e têm como principais sintomas febre, vômito, náuseas e diarréias. Entretanto, algumas delas podem não apresentar sintomas. O exame parasitológico de fezes detecta a contaminação, e os tratamentos costumam ser simples.
No caso da esquistossomose, faz-se a ingestão em dose única de um medicamento - disponível nos postos de saúde (a dose é alta e deve ter acompanhamento médico).
Um número elevado de pessoas vive próximo ao Rio Ipanema que recebem o esgoto do Hospital, utiliza a água deles para nadar e irrigar plantações. Assim, mesmo pessoas que vivem na região que recebem água tratada estão sujeitas à contaminação.
O hospital Municipal tem área suficiente para a construção de sua fossa e recursos para sua limpeza.
A ONG Arte Cultura e Meio Ambiente - ACEMA solicita do Ministério Publico que cobre da Prefeitura Municipal a desativação da fossa a margem do Rio Ipanema, contribuindo para garantir a saúde das famílias e de todos à sua volta.
Que a prefeita Renilde Bulhões determine caminhão apropriado esgotar a lagoa de fezes e urina realizando uma limpeza geral em seguida cobrindo o local com areia.
Não esquecendo que os dejetos do hospital municipal Dr. Arsênio Moreira, são escoados dentro do rio Ipanema deságuam no Rio São Francisco, de onde vem a água que abastece varias cidades sertanejas.
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