



Foi publicado no Diário Oficial da União, a lista das iniciativas habilitadas a concorrer ao Prêmio Cultura Hip Hop – Edição Preto Ghóez. Foram enviadas 1084 propostas, destas 866 estão aptas a concorrer ao Prêmio. O grupo de Hip Hop da ONG ACEMA - Arte Cultura e Meio Ambiente de Santana do Ipanema, teve três propostas aprovadas para concorrer ao premio nacional de Hip Hop 2010, nas categorias Conhecimento, Escola de Rua e Reconhecimento.
O mérito artístico e cultural das propostas foi avaliado pela Comissão de Seleção do Prêmio, que escolherá as iniciativas que defendam o fortalecimento das expressões culturais do Movimento Hip Hop.
O Prêmio é uma promoção das Secretarias da Identidade e da Diversidade e de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura em parceria com Instituto Empreender e a Ação Educativa. Serão premiados 134 trabalhos com valor de R$ 13 mil para cada uma.
O Hip HOP da ONG ACEMA, foi criado em 2007, sendo destaques nos eventos culturais das cidades do semiárido alagoano, a partir daí, o grupo participou em 2009 e 2010 das 7ª e 8ª “Mostra Alagoana de Dança/Cultura e Pensamento”, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), realizadas no teatro Gustavo Leite, no centro Cultural Ruth Cardoso.
O presidente da ONG ACEMA, radialista Fernando Valões, disse que “o Hip Hop é uma manifestação cultural importante para resgatar jovens que passavam o dia pelas ruas sem atividades. O Hip Hop da ONG ACEMA surgiu como principal objetivo diminuir a exposição do jovem a situação de risco através da cultura”. Concluiu Valões.
O Hip Hop surgiu no Brasil nas décadas de 70/80 reunindo os quatro segmentos centrais da arte: o Breaking (dança de rua), o Graffiti (artes plásticas), o MC (mestre de cerimônias, ou, rapper), e o DJ (Disck Joquei). Mas outras expressões como o Beat Box (músico que faz o som dos instrumentos com a boca) e até os esportes como o skate e, principalmente o basquete de rua, se incorporaram nessa cultura de rua.
O Prêmio Cultura Hip Hop 2010, pretende reconhecer a importância dos precursores do movimento cultural no Brasil. Algumas pessoas, como o próprio homenageado Preto Ghóez ( que fundou o Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro (MHHOB), também se destacaram personalidades como Nelson Triunfo que no início dos anos 70 dançava soul nas ruas de São Paulo, os rappers MV Bill e Gog, as bandas como os Racionais MC’s e os grafiteiros Os Gêmeos ajudaram na projeção nacional do movimento cultural.
O Hip Hop não se limita as periferias das capitais brasileiras. Ele já chegou à zona rural e até nas aldeias indígenas. O grupo musical Brô MC’s da etnia Guarani Kaiowá, de Dourados/MS, gravaram seu primeiro CD, que já foi divulgado na rede de TV musical MTV, depois que os jovens, membros do grupo, participaram de uma oficina de Rap realizada em 2009, na aldeia Jaguapirú Bororó, onde vivem.



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