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       Crimes Ambientais em Santana do Ipanema

 Incêndio criminoso destrói arvores em extinção do bioma da Caatinga

»O diretor da ONG Arte Cultura e Meio Ambiente, Fernando Valões, quer que a Policia Militar Florestal cuide do policiamento de áreas de reserva da caatinga, para impedir novos focos de incêndio, como o que destruiu 30 tarefas na serra da microondas, área pertencente ao comerciante Batista, de Santana do Ipanema.Click para Amplar Os Policiais do Corpo de Bombeiros trabalharam para apagar o fogo, das 14h até às 20h. O vento de 60 quilômetros por hora e o tempo seco contribuíram para espalhar as chamas. O temor da equipe comandada pelo Sgtº Eduardo e a participação dos Soldados Almeida, Aragão e Gutemberg, era que o incêndio alcançasse o Pico da Serra onde se encontram os transmissores da Rádio Milênio FM, Repetidora da TV Pajuçara e as torres de telefonia fixo e celular. O local era uma reserva para mais de 40 espécies de pássaros, o fogo foi combatido por apenas 4 homens do Corpo de Bombeiros e alguns moradores da área.

                         Crime ambiental em Santana do Ipanema praticado pela prefeitura  

                Vários moradores estão denunciando o crime ambiental praticado pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, com a podação mal feita das arvores pelos funcionários da prefeitura. As agressões ocorrem de todas as formas. Vão de uma podação mal feita, com o uso de técnicas não recomendadas até a morte natural, pela completa falta de manutenção”- assegurou o empresário Bartolomeu Barros.
A Prefeitura de Santana do Ipanema, não tem um Plano Verde, cidade pólo do sertão alagoano tem, hoje, um déficit ambiental de mais de 1000 mil árvores.
Para o presidente da ONG Arte Cultura e Meio Ambiente, Fernando Valões, “o poder público não tem se esforçado para minimizar o impacto que o meio ambiente vem sofrendo nos últimos anos. Não existe um programa permanente de replantio de arvores. O sistema de podação é mal feito, necessita a capacitação do pessoal da Secretaria, somos um parceiro com a sociedade, não só na arborização como no paisagismo da Cidade”. Disse Valões.
Entre outras coisas, que a comunidade vem reclamando é agressão com a arborização que não tem um planejamento integrado.

Secretaria não funciona, falta conselho de meio ambiente e legislação ambiental..

O presidente da Ong Arte Cultura e Meio Ambiente, Fernando Valões, contextualizou os objetivos da luta pelo meio ambiente em Santana do Ipanema, “ precisamos ampliar o debate e a participação popular na formulação de propostas para enfrentar situações graves, como os constantes acidentes ambientais nas reservas de caatinga de nosso município, ocorreu um incêndio criminoso na serra da microondas, no bairro Santa Luzia, até o momento nenhum relatório ou posicionamento da prefeita Renilde Bulhões, sobre dezenas de arvores, aves e pequenos animais   que foram atingidos pelo fogo. O local já devia ter sido tombado, por se tratar de uma grande reserva  de cantiga no entorno da Serra, que tem servido de cartão postal do município”.Destacou Valões.   Aluno da ONG ACEMA é entrevistado pela TV Gazeta

O ambientalista disse ainda que a prefeita Renilde Bulhões, precisa desmembrar o meio ambiente da secretaria de agricultura, “são raras as ações ambientais da pasta na atual gestão, falta apoio aos órgãos ambientais dentro da estrutura da prefeitura e uma visão de gestão compartilhada.”

Fernando Valões apontou que o município não tem conselho de meio ambiente, falta o fundo de meio ambiente e legislação ambiental. “Portanto, não podemos discutir uma estratégia de diminuição das ações ambientais se nós não tivermos um esforço da prefeitura para criar capacidade no município de Santana do Ipanema para que ele progressivamente assuma mais responsabilidades no que diz respeito à questão do meio ambiente.”

O presidente da Ong ACEMA adiantou que  a sociedade santanense não avança na gestão da política ambiental enquanto não incorporar o conceito de ecocidadania. “A construção de um projeto sustentável para o município que envolva centralmente uma dimensão ética. Cuidar de Santana do Ipanema significa uma nova ética na relação entre o homem e a natureza. Nós devemos cobrar da prefeitura, mas também queremos cobrar da população. Porque, sem que cada cidadão incorporem nas suas ações cotidianas a idéia de nós todos temos responsabilidades pela construção da sustentabilidade, nós não vamos ter sucesso”, encerrou.